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Inhambane

A Praia do Tofo, na Costa de Inhambane

Inhambane

Cidade histórica na Costa de Inhambane

Imagem de destaque: Praia do Tofo — Erik Cleves Kristensen, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Inhambane é uma cidade portuária histórica, à beira da baía com o mesmo nome, e a capital da província envolvente.

A Maxixe fica do outro lado da baía, na EN1, e há barcos a fazer a travessia entre as duas cidades.

Inhambane num relance

Região
Costa de Inhambane
Tipo
Cidade histórica
Porta de entrada regional
Aeroporto de Inhambane (INH); Maxixe, na EN1

Como chegar

Um pequeno aeroporto regional recebe voos domésticos de Maputo e de Vilankulo, o que faz dele a porta de entrada habitual para toda a península, incluindo o Tofo e a Barra, mais adiante na costa. Quem vem de carro pela EN1 chega à cidade por uma ponte ou por uma curta travessia de ferry a partir da Maxixe, na outra margem da baía, e os autocarros de longo curso que percorrem o país de ponta a ponta também param aqui.

O que ver e fazer

Sendo uma das cidades mais antigas desta costa, com uma história comercial anterior à colonização portuguesa, o centro tem um carácter próprio, assente em ruas estreitas, uma catedral, um antigo forte e edifícios coloniais desgastados pelo tempo que merecem um passeio sem pressas. O mercado central é um dos mais animados da região e vende de tudo, de produtos frescos a castanha de caju e miniaturas de dhows feitas à mão, e a marginal oferece boas vistas sobre a baía em direção à Maxixe. A navegação tradicional em dhow ainda se pratica aqui, e é fácil combinar pequenos passeios pela baía a partir da marginal.

Onde ficar

Terraço com piscina do Hotel Casa do Capitao, com vista para a baía

O Hotel Casa do Capitão ergue-se sobre a baía, com amplas vistas para a água, e fica a uma curta caminhada do centro histórico.

Castelo Beach Resort perto da cidade

O Castelo Beach Resort é uma alternativa à beira-mar um pouco mais afastada do centro, adequada a quem procura uma base mais sossegada com acesso fácil tanto à cidade como à costa.

Cena de rua no centro histórico da cidade

Melhor época para visitar

Os meses secos e mais frescos, de maio a setembro, oferecem as temperaturas mais agradáveis para passear pelo centro histórico e pelo mercado, enquanto os meses mais quentes, de outubro a abril, convêm a quem segue diretamente para as praias do Tofo e da Barra. Como a maioria dos visitantes usa a cidade sobretudo como ponto de passagem e base para excursões de um dia, vale a pena reservar pelo menos meio dia para explorar com calma a cidade velha. Pode saber mais sobre a longa história comercial da cidade na respetiva entrada da Wikipédia, que traça o seu papel como um dos portos mais antigos da África Oriental.

O centro antigo recompensa quem o explora devagar e a pé: vielas estreitas ladeadas por edifícios coloniais em tons pastel desbotados conduzem a uma catedral, a um pequeno museu e a um forte com séculos de história, cada um a revelar um pouco da longa sucessão de comerciantes, missionários e administradores que passaram por este porto ao longo dos anos. Vale a pena planear a visita ao mercado central, já que as manhãs trazem a maior variedade de produtos frescos, castanha de caju, especiarias e artesanato, além do ambiente mais animado do dia.

A construção e a navegação de dhows continuam a fazer parte do quotidiano da marginal, e é comum ver estes barcos tradicionais de madeira a serem reparados ou lançados à água ao longo da costa. Um curto passeio à vela pela baía ao pôr do sol é uma das atividades tranquilas mais memoráveis, com vistas sobre o horizonte da cidade velha, feito de torres de igrejas e telhados coloniais, que poucas outras cidades moçambicanas conseguem igualar.

Como o aeroporto e o principal entroncamento rodoviário ficam aqui, a maioria dos viajantes que percorre a península acaba por passar pelo menos algum tempo na cidade, seja para levantar um carro alugado, apanhar um voo de ligação ou simplesmente abastecer-se antes de seguir para as praias. Reservar algumas horas sem pressa para percorrer as ruas antigas, em vez de passar a correr, costuma ser uma das surpresas mais agradáveis de um itinerário mais longo por Moçambique.

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