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Vilankulo

Vista sobre Vilankulo, na costa de Moçambique

Vilankulo

Cidade e porta de entrada em Vilankulo e Bazaruto

Imagem de destaque: Vilankulo — hermansmit, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Vilankulo é uma cidade costeira no norte da província de Inhambane, de frente para o Arquipélago de Bazaruto.

É a principal base para passeios de barco às ilhas e tem aeroporto próprio.

Como chegar

A cidade tem aeroporto próprio, com voos regulares de Maputo e de Joanesburgo, o que faz dela, de longe, o ponto de entrada mais fácil neste troço de costa. Uma estrada asfaltada liga-a também à estrada nacional N1, pelo que vir de carro desde Maputo ou Inhambane é simples num carro normal, ao contrário de alguns destinos mais arenosos mais acima na costa. O pequeno porto na orla da cidade é o ponto de partida dos dhows e das lanchas rápidas para o arquipélago, e a maioria dos lodges organiza o transfere a partir do aeroporto ou da paragem de autocarro como parte da reserva.

O que ver e fazer

A principal atração é o próprio porto, uma frente marítima em plena atividade onde os dhows tradicionais embarcam passageiros e carga para a curta travessia até às ilhas ao largo. Passear pela marginal ao fim da tarde, quando a frota pesqueira regressa e as bancas do mercado se enchem com o peixe do dia, dá uma ideia muito mais fiel do quotidiano local do que a maioria dos itinerários organizados permite. Os passeios a cavalo pelos baixios na maré baixa tornaram-se também uma atividade popular, aproveitando o areal amplo e firme que fica a descoberto quando a água recua.

O Hotel Dona Ana, junto ao porto
A frente portuária, de onde partem os barcos para o Arquipélago de Bazaruto

Como a maioria dos viajantes está apenas de passagem a caminho das ilhas, a cidade é muitas vezes vista como uma escala e não como um destino, mas tem um número crescente de restaurantes, mercados de artesanato e operadores de mergulho que justificam um ou dois dias antes ou depois de uma viagem às ilhas. As excursões de um dia para mergulho e snorkeling partem de operadores instalados mesmo à beira-mar, e em geral sai mais barato reservá-las localmente do que através de um lodge numa ilha.

Onde ficar

O alojamento vai desde lodges económicos para mochileiros perto do mercado a hotéis elegantes à beira-mar ao longo da zona norte da cidade. O Hotel Pescador fica diretamente na praia, a uma curta caminhada dos restaurantes e do porto dos dhows, enquanto outros estabelecimentos se espalham ao longo da estrada costeira em direção ao aeroporto. Sendo o principal centro de transportes de todo o arquipélago, é também a base mais prática para quem quer montar um itinerário por várias ilhas em vez de ficar num único resort insular.

Hotel Pescador à beira-mar
Um hotel à beira-mar perto do centro da cidade

Melhor época para visitar

A estação seca, de maio a setembro, traz dias quentes, pouca humidade e mar calmo, ideais para as travessias de barco e para a visibilidade no mergulho, e é nesta altura que a maioria dos lodges e operadores de mergulho funciona em pleno. Os meses mais quentes e húmidos, de dezembro a março, trazem ocasionalmente tempestades tropicais que podem atrasar ou cancelar os transferes de barco para as ilhas durante um ou dois dias, pelo que quem tem um calendário apertado deve prever alguma margem. Segundo a Wikipédia, a cidade deve o nome a um chefe local e passou, ao longo do século XX, de pequena povoação piscatória a principal porta de entrada do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto.

Saiba mais na entrada da Wikipédia sobre a cidade.

Vilankulo num relance

Região
Vilankulo e Bazaruto
Tipo
Cidade e porta de entrada
Porta de entrada regional
Aeroporto de Vilankulo (VNX)

Longe da marginal, o mercado central merece uma visita pelos produtos frescos, o peixe seco e os cestos tecidos à mão, e dá uma imagem muito mais autêntica do dia a dia do que a zona turística. Vários pequenos operadores turísticos instalados perto do porto organizam passeios de meio dia que combinam uma volta pelo mercado com uma saída de barco até um banco de areia para almoçar, o que convém a quem quer provar a cultura local sem dedicar um dia inteiro. Não se recomenda beber água da torneira, e vale a pena abastecer-se de água engarrafada e de artigos de higiene específicos antes de partir para um lodge numa ilha, já que os preços lá são consideravelmente mais altos e a escolha é limitada.

A cobertura de rede móvel é geralmente fiável na cidade, o que faz dela um local sensato para tratar de reservas, confirmar transferes de barco ou fazer chamadas antes de partir para um lodge mais remoto com ligação limitada. Os serviços bancários, incluindo caixas multibanco e algumas casas de câmbio, concentram-se na estrada principal perto do mercado, e convém levar meticais suficientes para pequenas compras, já que a aceitação de cartões diminui rapidamente quando se sai do centro. A maioria dos restaurantes da estrada da praia serve marisco e peixe frescos, e alguns oferecem também pratos de influência portuguesa que refletem as tradições gastronómicas da época colonial.

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